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“Quem vos ouve, a mim ouve” (Lc 10, 16)
Cristo enviou, com essas palavras, os 72 discípulos para anunciar o seu reino de amor. E até hoje confia a nós a missão de profeta. Quando Jesus envia os operários para a messe, Ele os transforma na extensão da missão que Ele mesmo tem com o Pai. “Quem vos rejeita, a mim rejeita e rejeita aquele que me enviou” (Lc 10, 16). Por meio de Cristo, fomos confirmados como filhos de Deus, profetas do amor. Cristo veio ao mundo, para que todas as gerações dessem testemunho da Sua missão.
Ora, se quem nos ouve, ouve a Cristo, nosso falar deve ser o de Cristo. É necessário, portanto, que nos empenhemos em agir conforme a Sua Palavra, afinal o maior ensinamento de Jesus foi o Seu viver. “Não negueis a Deus diante dos homens” (Lc 12, 8). Percebo o quanto estou longe desse modo de vida quando penso em quantas vezes já neguei a Deus diante do mundo...
O papa Bento XVI, na encíclica “Deus é amor”, fala que a comunhão que a Igreja espera dos cristãos vai além de “cumprir os deveres religiosos, pois isso se trata de uma ação correta, mas sem amor”. Ou seja, uma Eucaristia que se encerra na celebração do mistério e não se estende à comunhão com o próximo, é incompleta. A parábola do bom samaritano (Lc 10, 25-37) ensina que o próximo não é somente o irmão na fé, mas todo aquele que cruzar o nosso caminho. Sem uma unidade de vida, não seremos dignos profetas.
Pois que peçamos ao Pai a fortaleza necessária para assumir esse compromisso com o mundo, a missão de anunciar o Evangelho a todos os povos, com fidelidade. “O Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem” (Lc 11, 13). Sendo fiéis, nossa voz se transforma na própria voz de Deus falando aos corações que, mesmo sem saber, anseiam por Ele. Que nosso falar esteja sintonizado com nosso sorrir, cantar, andar e, principalmente, nosso amar, um amor incondicional como o que aprendemos de Cristo. Na fidelidade, um dia, havemos de alcançar tamanha graça para afirmar, como São Paulo: “Para mim, o viver é Cristo” (Fl 1, 21). Shalom!
Escrito por Tys às 14h11
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“Por causa de tua Palavra, lançarei as redes” (Lc 5, 5)
Por que não conseguimos atrair as pessoas para Deus? Simão esteve no mar a noite toda, e nada havia pescado. Jesus se aproximou e pediu para que Simão lançasse novamente as redes. O pescador insistiu que aquela noite não havia sido boa para seu trabalho, mas quase que por respeito, lançou novamente as redes. Retirou-as do mar, com a ajuda dos colegas, transbordando de peixes. A partir dali, Simão foi chamado Pedro por Jesus, que o fez pescador de homens.
O episódio da pesca milagrosa vem nos ensinar uma coisa importante. Quando trabalhamos para o Reino é em nome de Deus que trabalhamos. “Por causa de tua Palavra, lançarei as redes”, disse Simão a Jesus. Somente falando e agindo por causa do Evangelho seremos pescadores de homens, segundo o exemplo deixado por Pedro e os outros apóstolos.
Acontece que, com o passar do tempo, já apontados como alguém que segue e trabalha pela Igreja, deixamos Jesus pelo caminho. Ficamos apenas na ação e esquecemos da piedade. Pois a fama de Jesus se espalhava pelos milagres e curas que Ele promovia, e ainda assim ele “costumava retirar-se a lugares solitários para orar” (Lc 5, 16).
“A árvore é reconhecida pelos seus frutos” (Lc 6, 43). Se não conseguimos atrair os homens para Deus é porque algo está errado no cultivo de nossa semente. Geralmente encontramos o adubo necessário na oração, na meditação da Palavra, no exercício da piedade.
Quando Jesus é tentado pelo demônio no deserto, Ele derruba o mal com o poder da Palavra. Dizemos que a quaresma é o nosso tempo de deserto. Pois que usemos deste tempo para nos espelhar em Jesus, que sempre esteve em constante ligação com o Pai, ainda que no sofrimento, e teve a força necessária para agir conforme a Palavra. Que Maria nos acompanhe nesta empreitada!
“Por que me chamais: Senhor, Senhor... e não fazeis o que eu digo?” (Lc 6, 46)
Escrito por Tys às 14h11
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"Fazei, pois, uma conversão realmente frutuosa" (Lc 3, 8)
Tempo de quaresma, para os cristãos, é tempo de conversão. Falamos em outro texto sobre o arrependimento e suas dores. Pois bem, de nada adianta o arrependimento se ele não vier acompanhando da intenção de mudar de atitude. Ao reconhecer nossas fraquezas na hora de confessá-las ao sacerdote, vale que já tenhamos meditado conscientemente sobre as nossas faltas e admitido o propósito de agir de modo diferente.
Pode ocorrer de nos encontrarmos novamente caídos. A luta é diária. Cumpre que a cada queda nos ergamos mais constantes, para que a conversão seja verdadeiramente frutuosa. "Toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo" (Lc 3, 9). A missão é dura. O caminho é longo e pedregoso. Mas não é de facilidades a promessa, e sim de salvação.
O Papa Bento XVI dirigiu-se recentemente aos jovens, na mensagem de preparação para a XXI Jornada Mundial da Juventude, falando sobre a meditação da Palavra, que é o que realmente nos guia e nos convence a lutar contra as dificuldades e mudar de atitude. O Papa cita o livro dos Reis: "Concede, pois, ao teu servo, um coração que entenda" (I Reis 3, 9). É isso que tenho pedido a Deus cada vez que abro a Bíblia para o estudo, para que o Espírito Santo trabalhe em meu coração e me dê a graça de compreender, assim como a fortaleza necessária para assumir a vivência do testemunho evangélico.
Pois se caí, se fui fraca, é porque ainda não alcancei o entendimento em sua plenitude. Talvez jamais alcançarei tamanho grau de compreensão. Contudo, se eu não cultivar a fé de que posso me aproximar da graça e pedir com confiança que Deus me dê este coração, sequer estarei trilhando o bom caminho.
Concedei-nos, Senhor, apesar de nossas fraquezas, um coração aberto, que vos entenda! Aprendamos com Maria, que "guardava todas estas palavras, meditando-as em seu coração" (Lc 2, 19). A alegria do Senhor seja a nossa força!
"Tua palavra é lâmpada para os meus pés, luz para o meu caminho" (Sl 119, 105)
Escrito por Tys às 00h13
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"Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais sou eu o primeiro" (I Tm 1, 15)
É louvável como o apóstolo Paulo se apresenta em suas epístolas: sempre humildemente, reconhecendo-se servidor, por vontade de Deus. Se somos servos de Cristo e da Igreja é porque Ele nos designou para isso. E não somos privilegiados com a perfeição por conta disso. Ao contrário, alcançamos misericórdia diante do Pai. "Dou graças a Deus, porque me julgou digno de confiança", (I Tm 1, 12), arremata São Paulo quando se dirige a Timóteo.
O ser humano é intermitente, vive com crises de identidade, altos e baixos, acelerações e pausas. Isso atrasa a nossa caminhada rumo à santidade. Deixamo-nos enganar muito facilmente pelo mundo, por nossos instintos humanos. Mas o pior engano é o de nós mesmos, de nossos fingimentos, nossas máscaras. É preferível que o mundo nos veja incorrer em erros do que encobrirmos nossas faltas com a aparência de uma vida reta.
Cabe lembrar a postura de São Paulo: ele mesmo se diz o primeiro pecador. Somos especialistas em apontar as falhas dos outros, julgando sermos os mais próximos da perfeição. É preciso ter presente que a Deus não enganamos. "Falamos não para agradar aos homens, e sim a Deus, que sonda nossos corações" (1 Ts 2, 4). Deus conhece as nossas intenções e não exigiria de nós uma perfeição utópica, pois sabe bem das fraquezas humanas. Mesmo os santos e santas sofreram provações. Os deslizes e quedas são colocados em nossa caminhada para que nos ergamos com ainda maior vigor, na certeza de que não se vive se não se busca a verdade. E a verdade é Cristo.
Tenhamos presente as recomendações de Paulo aos Tessalonicenses: "Procurai viver com serenidade, ocupando-vos das vossas próprias coisas" (1 Ts 4, 11) e "Não vos deixeis perturbar facilmente o espírito" (2 Ts 2, 2). O Pai se alegra com o retorno do filho perdido. Assim somos nós diante de Deus. O tempo de quaresma é propício para uma reavaliação da nossa conduta. Olhando com sinceridade para dentro de nós mesmos, logo nos reconhecemos como os primeiros pecadores, indignos de qualquer correção. Somente um reencontro com Deus pode nos guiar de volta para casa. Que Maria nos aconselhe, como mãe, nesta reaproximação. Paz e bem!
"Sei em quem pus minha confiança" (II Tm 1, 12)
Escrito por Tys às 13h09
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"O que o homem semeia, colherá" (Gl 6, 7)
Carne e espírito têm frutos opostos. "Se vivemos no Espírito, andemos também de acordo com o espírito" (Gl 5, 23). Assim nos alerta o apóstolo Paulo na carta aos Gálatas, que não usemos nossa liberdade para justificar os prazeres a que nos submetemos. E, principalmente, que tenhamos cuidado de nós mesmos. Gostamos muito de julgar o comportamento do outro, e frequentemente caímos nas mesmas armadilhas.
"O fruto do Espírito é a caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança" (Gl 5, 22-23). Acaso não vale mais esses dons do que uma satisfação momentânea? Não é o conhecimento destas coisas que nos santifica, mas a sua prática. O desafio é grande, estamos muito preocupados em agradar o mundo e esquecemos que o mundo precisa mesmo é de Deus. "Se quisesse agradar aos homens, não seria servo de Cristo" (Gl 1, 10).
Não somos chamados de escravos, mas de filhos. O filho obedece ao pai não apenas porque ele ordena, mas porque o ama. Dizemos que amamos a Cristo e sua Igreja, se não aprendemos a amar, comecemos por aí. Com amor, o peso da cruz fica mais leve. Paulo diz que está pregado à cruz de Cristo, que já não é mais ele, mas Cristo que vive nele. É preciso tomar nossa cruz a cada dia e seguir a caminhada rumo ao nosso Ideal. Portanto, ao invés de julgar o outro, tenhamos compaixão e ele também se compadecerá de nossa cruz. "Ajudai-vos uns aos outros a carregar os vossos fardos" (Gl 6, 2). A paz de Jesus!
Escrito por Tys às 12h06
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"Escolheu-nos, antes da criação do mundo, para sermos santos" (Ef 1, 4)
Viver segundo o Espírito é trilhar o caminho da santidade. O apóstolo Paulo nos ensina a consciência de que fomos escolhidos por Deus, desde o ventre materno, como dizia o profeta Jeremias (Jr 1, 5). Quando saúda os efésios, em sua epístola, Paulo diz que é apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus. É Ele quem nos coloca onde mais precisa.
Conhecendo a palavra da Verdade, recebemos o Espírito Santo e se manifestará "a suprema grandeza de seu poder para conosco, que abraçamos a fé" (Ef 1, 18). Abraçar a fé é renunciar ao nosso orgulho, pai de todos os pecados, e aceitar com humildade os desígnios do Senhor para nossa vida. O abraço à fé é uma luta diária, haverá sempre quedas, mas em levantar-se é que encontramos a grandeza. Vale lembrar outra vez, a cada dia, tomar a cruz e seguir...
Nossa salvação vem por meio de Cristo, que é Dom gratuito da misericórdia de Deus. Não são nossas obras que nos santificam, mas a ação do Espírito Santo manifestada em nossas obras. "Pela virtude que opera em nós é que se pode fazer infinitamente mais do que pedimos ou entendemos" (Ef 3, 20).
Se a busca pela santidade é um desafio novo a cada dia, sempre que despertamos para mais uma disputa, renovemos nossa meta de HOJE não mais pecar. Só por hoje. E que Maria, mãe que nos ensina todas as virtudes, da graça e do sofrimento, esteja nos ensinando a caminhar. Paz e bem!
Escrito por Tys às 12h04
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"E vós, quem dizeis que Eu sou?" (Mc 8, 29)
Com frequência o Evangelho retrata a confusão que Jesus causa nos homens. Eles não compreendem seus gestos, suas palavras, sua missão. Não o reconhecem. Mesmo os discípulos quando questionados sobre o que diz o povo sobre Ele, ficam confusos. Talvez porque o que eles não esperassem fosse que Jesus perguntasse sobre quem eles dizem ser Jesus.
É fácil para nós falarmos pelos outros, apontarmos o que dizem, pensam e fazem. Difícil é olharmos para nós mesmos. Ao serem questionados nestes termos, Simão, chamado Pedro, responde convicto: "Tu és o Cristo, filho do Deus vivo". Muitas vezes pensei se eu seria capaz de reconhecê-lo e declarar desta forma quem é Jesus... os homens não reconhecem o Messias, nós que nos dizemos de Deus, sabemos que ele é o Cristo? Se o sabemos, proclamamos?
Nas minhas reflexões, não penso em palavras. Falar que Jesus é o filho do Deus vivo, não é algo tão difícil, mesmo os hipócritas blasfemariam desse modo. Questiono como testemunhamos que reconhecemos a Cristo, pela nossa conduta. Mesmo Jesus dizia muito mais por meio de seus feitos do que propriamente pelas palavras. Suas entrelinhas carregavam o maior significado.
Sem perceber, nas entrelinhas de nossa vida, podemos estar abandonando a cruz que Cristo nos confia. Ele que nos fala da renúncia de nós mesmos para tomar a cada dia nossa cruz e segui-Lo. "O que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, salva-la-á" (Mc 8, 35). O Evangelho nos revela a verdade que precisamos, a verdade que nos ensina a reconhecer o nosso Mestre. Parafraseando o dito, "podemos ser o único Evangelho que nosso irmão tenha lido". A única verdade... eis o desafio. Que a esperança celebrada no tempo do advento, faça renascer também em nosso coração a luz do menino Jesus. Paz e bem!
Escrito por Tys às 13h09
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"Crede que o tendes recebido e ser-vos-á dado" (Mc 11, 24)
O pai de um jovem epiléptico pede auxílio a Jesus, pois os discípulos não foram capazes de expulsar o demônio que conduzia o jovem à morte. "Se tu podes, cura meu filho", dizia o pai. Se Tu podes... Deus tudo pode. Quando não podemos mais, somente a fé no poder de Deus nos mostra a saída. Bem respondeu Jesus aos discípulos, que não compreendiam porque eles não tinham conseguido expulsar os demônios, ainda que em nome de Deus. "Este tipo de demônio só pode ser expulso através da oração" (Mc 9, 29).
Nós podemos tudo, desde que estejamos unidos a Deus, pois é Nele que encontramos o poder que manifestamos no mundo, quando vencemos com o bem. Precisamos fugir do demônio que nos leva à morte: o pecado. O mesmo demônio que nos faz um todo fechado em nós mesmos e nos desintegra do todo maior em que estamos inseridos e onde precisamos fazer alguma diferença. Se a fé em nós mesmos nos torna orgulhosos demais, é porque estamos deixando Deus morrer dentro de nós.
"Tudo é possível ao que crê" (Mc 9, 23). Temos que crer em nós mesmos, sim, afinal Deus acredita em nós. Só podemos tudo, porque Deus pode tudo e Deus está em nós. Com fé, podemos tudo, recebemos tudo. Ainda que não compreendamos certos planos de Deus, cedo ou tarde percebemos que realmente tivemos o que pedimos. Cuida com o que queres, pois te será dado! Para escapar do demônio que nos leva à morte, não raro é necessário arrancar um pedaço de nós mesmos. A dor também faz parte da fé em si mesmo e no poder de Deus.
Já iniciamos o tempo do advento. O final do ano é sempre propício para refletirmos o que precisamos arrancar de nossas vidas. Que o Espírito Santo nos ilumine para começarmos um novo ano mais esclarecidos na fé, inspirados na pureza de Maria, santa mãe. Paz e bem!
"Creio! Vem em socorro à minha falta de fé" (Mc 9, 24)
Escrito por Tys às 11h26
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"Nada há fora do homem que o possa tornar impuro" (Mc 7, 15)
Em nossa busca cotidiana pela santidade, muito falamos do que o mundo nos oferece, como ele nos influencia, dificulta nossa missão, põe à prova nossa fidelidade. O grande questionamento é: o mundo está assim por culpa do homem ou o homem está assim por culpa do mundo? A resposta está na Verdade de que falamos no último artigo...
O capítulo 7 do Evangelho de Marcos, fala das nossas impurezas. "O que sai do homem é que pode manchá-lo", ou seja, "É do interior do coração dos homens que procede todo o mal" (Mc 7, 21). Temos uma chama acesa dentro do coração, que é o Espírito Santo habitando em nós. Ele, evidentemente, inspira-nos somente as atitudes edificantes, a paz, o bem. É do acúmulo de ressentimentos aparentemente inofensivos, pequenas situações mal-resolvidas, palavras ditas com austeridade, gestos precipitados, inadequados, que a sombra do mal se sobrepõe à luz do amor que mora em nós.
É importante seguirmos o exemplo de Cristo, que tantas vezes "retirou-se ao monte para orar" (Mc 6, 46), antes de tomar decisões importantes para o cumprimento de sua missão. Para atingirmos a tão almejada santidade, precisamos nos retirar para dentro de nós mesmos, deixando o orgulho de lado para dar espaço à humildade, que nos ensina as virtudes superiores. E voltar à graça.
O cristão é chamado a ser luz no mundo. Acaso acendemos uma lâmpada para colocar embaixo da mesa? Não. Queremos que ela ilumine. Apenas não julguemos que nós próprios mereçamos estar no candeeiro. Ao contrário, fiquemos abaixo da mesa e sobre nós resplandeça a verdadeira luz, a luz de Cristo, da qual somos apenas um reflexo na terra. Tal como a lua que se vale da luz do sol para clarear a noite, precisamos de Cristo. Shalom!
"Crendo, tenhais a vida em Seu nome" (Jo 20, 31)
Escrito por Tys às 13h58
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"Coragem! Eu venci o mundo" (Jo 16, 33)
Jesus prepara os discípulos para a sua entrega, para que se cumpra a Escritura. Ele veio do Pai e volta para Ele, mas manda para nós o Espírito da Verdade – o Paráclito, o Consolador. Através do Espírito Santo, permanecemos unidos em Cristo e Ele ao Pai. "Que sejam um, como nós somos um" (Jo 17, 22).
Jesus ora por si mesmo, pelos discípulos e pelo mundo. Seu principal apelo: a unidade. "Perseverai no meu amor" (Jo 15, 9). Jesus Cristo é a videira verdadeira e Deus Pai é o agricultor, nós somos os ramos, que nada podemos se não estivermos unidos à videira. Ele nos escolheu do meio do mundo para darmos frutos e que o nosso fruto permaneça. Permaneça não em nós mesmos, mas permaneça unido ao Amor, a Cristo. Se o mundo nos odeia, antes odiou o próprio Amor, que pisou na terra feito homem e nos ensinou todas essas coisas.
O reino de Deus não é deste mundo e nós somos os proclamadores deste reino, os seguidores de Simão, chamado Pedro – a pedra sobre a qual foi edificada a Igreja de Cristo. Aquele mesmo Pedro que era um humilde pescador. Aquele mesmo Pedro que aprendeu a amar seu Mestre e disse que seria capaz de morrer por Ele, que estava pronto para acompanhá-Lo aonde quer que Ele fosse. Aquele mesmo Pedro que negou Jesus por três vezes, conforme o Mestre havia lhe dito. Jesus tudo conhece de nós, tudo sabe do mundo. E Ele não nos repudia pela nossa fraqueza, pelo contrário, confia-nos a missão pela Sua misericórdia.
Jesus, o Pão da Vida que recebemos na Eucaristia, em cada santa missa, que podemos adorar no Sacrário, que podemos descobrir na Palavra e na pessoa do Sacerdote na reconciliação, é Deus conosco, Deus entre nós, Deus para nós, Deus em meio a nós - Emanuel. Afinal, a que tememos se somos seguidores de Cristo? Ele venceu o mundo.
"O mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como eu não sou do mundo... não peço que os tires do mundo, mas que os preserves do mal... santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade" (Jo 17, 14-15;17). Podemos celebrar a vitória junto Dele, coragem! Não esqueçamos que, além do corpo e sangue derramado, Jesus nos deu a própria Mãe e ela caminha conosco. Paz e bem!
"Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus." (Jo 14, 1)
Escrito por Tys às 21h30
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"Jovens, eu vos escrevi porque sois fortes e a palavra de Deus permanece em vós" (I Jo 2, 14)
Outro dia uma pessoa me disse que é preciso aprender a abraçar a flor da Igreja, que são os jovens. Na Jornada Mundial da Juventude, acompanhamos o drama da Alemanha, pela falta de jovens, de modo especial, jovens que atuem na comunidade. Não só na Igreja, mas que se interessem por defender alguma causa maior, fazer um trabalho voluntário, ir ao encontro das pessoas, ajudando não só materialmente. São, em sua maioria, acomodados, individualistas. Mas há também os que vivem em comunidade e que nos receberam na sua paróquia durante a JMJ cheios de carinho e devoção. Esses se tornaram amigos, apesar da distância. Pessoas que ficarão guardadas em nossos corações, tal como o amor de Cristo, que nos uniu. É nesses jovens que a palavra de Deus permanece, tornando-os fortes.
Nós, jovens, precisamos mesmo ser as flores que desabrocham na Igreja, buscando a Luz para nos tornar fortes de fato. "Deus é luz e nele não há treva alguma" (I Jo 1, 5). Entretanto, diz ainda São João na epístola: "Aquele que afirma permanecer nele, deve também VIVER como ele" (I Jo 2, 17). Soam como palavras repetidas? Pode ser que sim, mas a repetição é a mãe da aprendizagem. E olhe que, por mais que já tenhamos lido, ouvido, pregado inúmeras vezes o mandamento do amor, vivê-lo é um desafio novo a cada dia.
Por isso, tenho percebido que o estudo bíblico diário é mais útil para o crescimento humano do que eu imaginava... já falei no autoconhecimento que o conhecimento de Cristo nos inspira. A verdade é que, nutrindo o coração diariamente com essas palavras de vida, elas tornam-se mais presentes nos nossos atos, se nos propusermos a fazê-lo com seriedade. "Sereis felizes se compreenderdes estas coisas, sob a condição de praticardes" (Jo 13, 17).
O desafio da prática é o que nos levará, ou não, a ter mais lá no céu. Que Maria, a mãe que tanto amou, nos ensine a viver o maior de todos os mandamentos, deixado por seu filho Jesus, que amou-nos até o fim. Paz e bem!
"Não amemos com palavras, mas por atos e em verdade" (I Jo 3, 18)
Escrito por Tys às 09h21
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"Ninguém jamais falou como este homem" (Jo 7, 46)
Não por acaso, a história se divide em antes e depois de Cristo. Homem algum falou com a autoridade de Jesus, afinal Ele é o santo enviado por Deus. Os guardas foram prender Jesus a mando dos fariseus – aqueles que eram mestres em falar de Deus, mas leigos em viver o amor aos irmãos. Voltaram os guardas, porém, sem Jesus, dizendo aos fariseus: "Ninguém jamais falou como este homem" (Jo 7, 46). Tanto não falou como não viveu como Jesus viveu.
Lendo os evangelhos, vemos a mesma biografia sendo contada por quatro pessoas diferentes, em tempos diferentes, e todas elas ratificam que Jesus era o Cristo. Ora, dificilmente os quatro inventariam a mesma personalidade tão impressionante. Augusto Cúry, em "Análise da Inteligência de Cristo", obra em cinco volumes que traça as características mais marcantes da pessoa de Jesus, pode te convencer melhor do que eu quanto à indiscutível passagem de Cristo por este mundo. O que Cúry afirma, com razão, que me estimula a buscar mais e mais o conhecimento da vida de Jesus, através da Palavra, é que "quanto mais conhecemos sobre a vida de Jesus, mais aprendemos a respeito de nós mesmos".
Estou experimentando ler o Evangelho de São João, antes do capítulo 13, quando começa o relato da Paixão. Tem sido um convite ao autoconhecimento mais persuasivo do que qualquer livro de auto-ajuda que transborda nas prateleiras das livrarias. São palavras de vida! "Se alguém tiver sede, venha a mim e beba" (Jo 7, 37). É o Jesus que nos oferece a água viva para renascer, para sermos os adoradores em espírito e verdade, que nos chama a dar testemunho de Sua santidade (Jo 4). O Jesus que nos mostra que é na partilha que se encontra a verdadeira multiplicação (Jo 6). O Mestre que nos mostra o quanto somos ótimos em condenar os outros pelas suas falhas, antes de olhar para as nossas próprias (Jo 8). O Mestre que faz o lodo para abrir os olhos dos cegos (Jo 9). É o Bom Pastor, que conhece Suas ovelhas, chama-as pelo nome e vai a frente delas, como guia (Jo 10). Aquele que tem o poder de ressuscitar os mortos, pois é o próprio amor mais forte que a morte (Jo 11).
Deus nos fala por meio de sinais. Simplesmente, "ninguém jamais falou como este homem". Seu nome é Jesus Cristo, o Santo de Deus, que tem palavras de vida eterna. Sejamos, também, sinais de Deus no mundo. A paz de Cristo!
Escrito por Tys às 20h44
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"Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça" (Jo 1,16)
"Eles voltaram ao seu país por outro caminho" (Mt 2, 12). Com esse tema foi encerrada a XX Jornada Mundial da Juventude, em Colônia (Alemanha), na missa celebrada pelo Papa Bento XVI, que reuniu mais de um milhão de jovens de todas as partes do mundo, movidos pelo lema "Viemos adorá-Lo" (Mt 2, 2). Desse um milhão, 23 jovens eram da diocese de Novo Hamburgo. O encontro com o Papa é um encontro de conversão. Eis a bagagem que trazemos na volta...
Bento XVI convoca os jovens a formar comunidades para viver uma fé não baseada em livros, mas em testemunhos. Convoca-nos a abandonar o individualismo que separa os homens e também às falsas ideologias. Somos chamados a buscar a VERDADE, que está na VIDA de Jesus Cristo. O Santo Padre recomenda-nos dois livros de formação: a Sagrada Escritura e o Catecismo da Igreja Católica. Ali temos toda lição que precisamos para viver e defender a nossa fé em meio a tantas enganações que o mundo de hoje nos disponibiliza. Palavras do Papa: "Não são ideologias que trarão respostas para os problemas do mundo, mas a VERDADE, que está no ENCONTRO COM CRISTO".
O entusiasmo da juventude que se reuniu na Alemanha durante a JMJ há de incendiar seus convivas no retorno, afinal não é preciso ir à Köln (Colônia) para adorar a Cristo, Ele está no Sacrário a todo instante, Ele se dá inteiramente a nós em cada Santa Missa, no mistério da Eucaristia, Ele está junto de nós para ser adorado. Bento XVI recomenda-nos planejar nosso final de semana a partir da missa dominical, colocando o centro da nossa fé – o encontro com o Jesus eucarístico, aquela uma hora que Deus nos pede, das 168 que temos numa semana – no centro de nossas vidas.
Temos um projeto nacional de evangelização para executar até 2007: "Queremos ver Jesus – Caminho, Verdade e Vida". Temos um compromisso com o mundo, de ser luz para a humanidade. "Eu vos escolhi para que produzam fruto e o vosso fruto permaneça" (Jo 15, 16). João Paulo II, nosso eterno Papa, já dizia: "Os vossos contemporâneos esperam de vós que sejais as testemunhas daquele que encontrastes e que vos faz viver. Senti-vos como que responsáveis pela evangelização dos vossos amigos e de todos os vossos coetâneos". É preciso buscarmos cada vez mais renovar este encontro com Jesus, "pois quando estamos em Cristo, Ele permanece em nós e nada será capaz de nos distanciar da VERDADE que Nele se encontra" (Bento XVI).
Na volta da Jornada, estivemos em Roma, e de lá também trazemos a lição dos mártires, aqueles que se esvaziaram de si mesmos e deram seu sangue, sua vida, pelo testemunho de Cristo Jesus. E nós, até que ponto temos coragem de lutar pelo nosso Ideal? Acreditamos no amor, que é mais forte do que a morte, temos um Deus maior que a esperança, "não tenhais medo". Somos parte de uma Igreja Universal, trazemos essa experiência da universalidade viva dentro de nós após a JMJ; uma Igreja apostólica, de cujo apostolado somos os continuadores; uma Igreja centralizada em Roma, onde vivenciamos ricas experiências culturais e espirituais; mas ainda além de tudo isso, formamos uma Igreja com mãe! Que na nossa caminhada nunca esqueçamos de Maria, que nos acolhe e guia como filhos do seu coração. Coragem! A paz de Cristo!
"É só no Senhor que se encontra a vitória e a força" (Is 45, 24)
Escrito por Tys às 15h21
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